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Como pagar férias em dobro corretamente
- Studio Opulix
- Trabalhista
- CLT
- 06 Agosto 2025
O pagamento de férias em dobro é uma obrigação prevista pela CLT quando o empregador não concede o descanso ao trabalhador dentro do prazo legal. Muitas empresas acabam cometendo erros nesse cálculo, o que pode gerar passivos trabalhistas e até processos judiciais.
Neste guia, você entenderá quando pagar em dobro, como calcular corretamente e quais cuidados adotar para evitar multas.
O que diz a legislação sobre férias em dobro
De acordo com o artigo 137 da CLT, caso as férias não sejam concedidas até o término do período concessivo (12 meses após o direito adquirido), o empregador é obrigado a pagar o valor em dobro. Isso significa que o trabalhador recebe:
O valor normal das férias.
Mais o adicional de 1/3 constitucional sobre esse montante.
Portanto, não se trata apenas de um pagamento em atraso, mas de uma penalidade expressa pela lei trabalhista.
Quando surge a obrigação de pagar em dobro
A obrigação ocorre em situações como:
Férias concedidas após o prazo legal.
Período de férias não integralmente cumprido.
Falta de concessão de férias ao trabalhador.
Assim, mesmo que o empregador conceda apenas parte das férias dentro do prazo, o valor referente ao período restante deverá ser pago em dobro.
Como calcular férias em dobro corretamente
O cálculo deve considerar o salário do trabalhador na data da concessão, incluindo adicionais (como insalubridade, periculosidade, horas extras habituais e comissões). O procedimento é o seguinte:
Calcule o valor da remuneração mensal.
Acrescente o adicional de 1/3 constitucional.
Multiplique o resultado por 2 (dobro).
Por exemplo:
Salário-base: R$ 3.000,00
1/3 de férias: R$ 1.000,00
Total normal: R$ 4.000,00
Valor em dobro: R$ 8.000,00
Cuidados para evitar erros no pagamento
Para não gerar passivos trabalhistas, é essencial:
Controlar corretamente os períodos aquisitivo e concessivo.
Registrar as férias no eSocial.
Efetuar o pagamento até 2 dias antes do início do descanso.
Guardar comprovantes de pagamento e recibos assinados.
Além disso, manter uma gestão organizada evita multas e ações trabalhistas.
Verifique quantos meses completos o colaborador trabalhou dentro do período aquisitivo. Cada mês dá direito a 1/12 de férias.
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